MANCHETES
Policiais trocam armas e algemas por rodo e vassouras
A equipe de reportagem do Midiamax visitou ontem, quinta-feira (15), as instalações do 7° Distrito de Polícia Civil, no bairro Jardim Imá, em Campo Grande e constatou que o serviço de limpeza da delegacia está sendo feito pelos próprios policiais. A denúncia partiu do Sindicato dos Políciais Civis de Mato Grosso do Sul (sinpol). Com policiais desempenhando funções que não seja a de atendimento a comunidade, o trabalho acaba sendo mais demorado. Além disso, os policiais arcam com os custos dos produtos de limpeza, se quiserem manter o local mais agradável. “É complicado. Há 12 anos estou na polícia e já presenciei falta de viatura e combustível, mas falta de funcionário na limpeza, nunca”, disse um policial, que preferiu não se identificar. A equipe do Midiamax foi ao local e constatou a sujeira no prédio como o excesso de papel higiênico sujo, ao lado dos vasos sanitários. Também falta de papel higiênico próprio para uso. Outra delegacia que está sem o serviço de limpeza é o 2° Distrito Policial, localizado na Avenida Mascarenhas de Moraes. Segundo o Sinpol, o contrato com a empresa que prestava serviços gerais para o 2° e 7° DP venceu no início do mês de julho e atualmente existe um processo licitatório para a contração de uma empresa. Outro policial, que preferiu não se identificar, questiona o fato do processo licitatório não acontecer de forma simultânea para outras unidades. “Como que acontece licitação só em duas delegacias de Campo Grande para a contratação de limpeza”, disse. A falta de servidores para manter a higiene nas delegacias também se estende ao interior; um exemplo é a delegacia de Polícia Civil de Caracol, onde os servidores públicos também fazem a própria limpeza do local. Em Caarapó, os servidores públicos estão tirando dinheiro do próprio bolso para pagar uma pessoa para fazer o serviço, segundo representantes da categoria. “Nós cobramos junto ao governo do Estado, providências em relação as delegacias que são muitas. Apesar das licitações, deveria haver um cronograma para que de tempo para redimensionar um funcionário, pois além do servidor público existe o cidadão que vai lá fazer um B.O.,e se depara com a sujeira do prédio”, disse Alexandre Barbosa da Silva, presidente do Sinpol. ÁGUA Outro fato que atrapalha o trabalho de agentes e investigadores é que o Cepol (Centro de Polícia Especializada da Capital) está sem água há cinco dias. Segundo informação dos profissionais o motivo da falta de água é um vazamento na parte interna do prédio, ou seja, de responsabilidade do poder público providenciar o conserto.
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