segunda-feira, 1 de março de 2021

UPA atendeu mais de 800 com sintomas de Covid no fim de semana em Campo Mourão


Mais de 800 pessoas com sintomas da Covid-19 passaram pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no fim de semana. Mais da metade desse total teve exames coletados. Na manhã desta segunda-feira (1º), havia quatro pessoas na UPA com necessidade de internamento, porém, não há vagas na Santa Casa. O atendimento na UPA tem demorado cerca de duas horas. 

As informações foram repassadas pelo secretário municipal de Saúde, Sérgio Henrique dos Santos, em live na página do Município na internet. “Infelizmente estamos vivendo uma situação que não queríamos, mas que era prevista. A quantidade de pessoas contaminadas é muito grande, situação que preocupa demais porque a UPA tem limitação de atendimento, mesmo com as contratações que fizemos”, comentou o secretário.

Ele informou que o Município solicitou ao Ministério da Saúde mais respiradores para improvisar o serviço de intubação na UPA. “Sabemos que isso não é o ideal, mas diante da situação caótica, é mais uma tentativa para salvar vidas”, explicou. Mais 10 trabalhadores de saúde também serão contratados para fazer atendimento domiciliar no monitoramento de pacientes. 

FISCALIZAÇÃO 
O secretário disse que também serão contratados mais 10 fiscais “É um dinheiro mal gasto por ter que fiscalizar adultos que não conseguem entender a gravidade da situação”, lamentou o secretário, ao lembrar que no fim de semana mais de 200 pessoas foram notificadas  por aglomeração ou falta de uso de máscara. 

Em uma chácara no distrito de Piquirivaí a fiscalização, com apoio da Polícia Militar, dispersou uma festa clandestina com mais de 80 pessoas.  O dono do local foi multado em R$ 20 mil, assim como o organizador do evento. As pessoas identificadas também receberam multa. 

SANTA CASA 
O diretor clínico da Santa Casa, Renato Gibim, que também participou da live, disse que o hospital não tem mais onde colocar pacientes. “Os leitos do SUS e de convênios estão todos lotados. Colocamos mais dois leitos para tentar suprir a necessidade do fim de semana, que foi muito intenso. Recebemos pedidos de vaga para paciente que estava intubado em outras cidades”, relatou o médico.

A diretora administrativa, Lucineia Scheffer, disse que o medicamento utilizado, assim como o oxigênio, é monitorado em tempo real. “Estamos tentando fazer uma reserva de oxigênio, mas a preocupação é que comece a faltar medicamentos na indústria”, observou ela. (Da Redação)


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