terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Grupo de 30 indígenas volta a ocupar área pública em Campo Mourão


Um grupo formado por 30 indígenas (18 adultos, 10 crianças e dois adolescentes) voltou a ocupar um terreno do Município às margens da Perimetral Tancredo Neves. Parte deles chegou na semana passada e os outros nesta segunda-feira (22). O mesmo local já foi ocupado por eles em outras oportunidades.

“Recebemos reclamações da população sobre problemas de sujeira e pelo fato de circularem pela cidade sem máscaras. Já questionamos a Funai e nos responderam que apenas quatro deles tomaram as duas doses da vacina contra Covid”, disse a secretária municipal de Assistência Social, Márcia Calderan de Moraes.

Segundo ela, o Município notificou a Funai e também o Ministério Público Federal para que providencie o retorno deles para a aldeia. Enquanto isso assistentes sociais vão fornecer máscaras a todos os ocupantes do acampamento. “Estamos trabalhando uma forma de resolver a questão dentro da legalidade”, esclarece a secretária, ao lembrar que os indígenas são amparados por uma legislação específica. 

Em 2018 um representante da Funai, Ivaci Ribeiro, esteve em Campo Mourão e explicou que por conta da desestruturação da Funai as reservas ficaram praticamente sem assistência. “Com isso as famílias ficaram sem orientações e passaram a acampar nas cidades para vender artesanato e manter a cultura nômade”, esclareceu. Ele disse ainda que os indígenas que acampam em Campo Mourão são da etnia caingangue, de Manoel Ribas, onde residem mais de 450 famílias. (Da Redação)


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