domingo, 28 de junho de 2020

Maquinários geram desemprego e afastam usuários pela ineficiência

Eloy Carlos
Especial p/ O Liberal

O mundo ao toque dos dedos. Essa promessa das empresas que modificaram o atendimento, substituindo pessoas por máquinas, não vem agradando seus clientes, além de contribuir para um número cada vez maior de desempregados. As agências bancárias com caixas eletrônicos e as empresas de telefonia são os exemplos mais comuns da diminuição de pessoal, que gerou consequentemente, uma deficiência notória dos serviços oferecidos. Muitas pessoas sentem saudade dos tempos em que suas dúvidas eram dirimidas através de um funcionário, quando a solução era bem mais rápida.

É muito comum – infelizmente –, bancos colocarem um funcionário nas filas convidando os clientes para o caixa eletrônico, tornando a relação bancária que já era ‘fria’, ainda mais indiferente. O fato de muitas pessoas, mesmo com os caixas eletrônicos, insistirem em enfrentar fila para falar com o atendente do caixa, mostra a falta de interesse às máquinas. Em outras épocas ser bancário era uma das profissões mais promissoras. Hoje, porém, o cliente está ‘apto’ a ser atendido por ele mesmo, ficando em segundo plano o funcionário e cada dia que passa vai se tornando mais obsoleto.

Fazer uma reclamação, ou até mesmo pedir uma simples informação, pode durar um tempo muito grande em se tratando de telefonia, hoje tudo é na base do telefone que nunca funciona direito. Os clientes são obrigados a esperar ouvindo propaganda da operadora e na maioria das vezes quando são atendidos não é resolvido seu problema. “Este serviço é realizado em nossa outra célula de atendimento”, o que garante mais alguns minutos de propaganda e umas canções de péssimo gosto. O mais intrigante nesta história é que não tem a quem reclamar, o que mostra uma tremenda falta de respeito com seus usuários.

O progresso e a tecnologia com serviços inovadores deveriam facilitar a vida das pessoas, gerando rapidez, dinamismo e custos menores. Haja vista, que a manutenção de máquinas custa bem mais barato do que os inúmeros funcionários dispensados. Que o futuro em um mundo digital que norteará a vida das pessoas possa ser mais eficiente.


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