terça-feira, 28 de agosto de 2018

Professores e técnicos promovem queima controlada na Estação Ecológica do Cerrado

Da Redação

Conforme previamente programado, foi realizada na tarde de segunda-feira (27) uma queima controlada de 30 por cento da Estação Ecológica do Cerrado de Campo Mourão. A ação, prevista no Plano de Manejo do Cerrado, envolveu professores universitários da Unespar e UTFPR, estudantes de Engenharia Ambiental e de Geografia, técnicos da prefeitura, do Instituto Ambiental do Paraná, Ministério Público, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

O professor Mauro Parolin explicou que o Plano de Manejo do Cerrado foi elaborado e aprovado em audiência pública no ano passado. “O Cerrado é uma vegetação que necessita do fogo para a quebra de dormência de sementes e controle de plantas invasoras que não fazem parte desse bioma. A época da queima deve tentar seguir o ciclo de florescimento da vegetação e por isso a ação deve ser realizada antes da primavera”, explica o professor. Ele acrescenta que a cada ano será estabelecido um ciclo de queima.

Apesar de ser a primeira queima, ele ressalta que no Paraná esse tipo de ação é realizada no Parque Estadual do Cerrado, em Jaguariaíva e também no Parque Estadual de Vila Velha em Ponta Grossa. Embora a responsável pela estação seja a Universidade Estadual do Paraná (Unespar), a queima foi operada por um conjunto de instituições.

“Após a queima serão feitos levantamentos da capacidade regenerativa do Cerrado, acompanhamento da rebrota, principalmente de espécies herbáceas”, salienta Parolin. Como a ação gerou uma grande quantidade de fumaça, os moradores da vizinhança foram orientados com antecedência para fechar portas e janelas bem como não deixar roupas em varais.

O cerrado faz parte da história de Campo Mourão. A estação ecológica, de pouco mais de um hectare, foi criada em 1987 e a área foi cercada em 1993. Trata-se de um museu vivo desse bioma, onde apenas pesquisadores são autorizados a entrar. No local os pesquisadores já identificaram 240 espécies de plantas, algumas bem raras. “Aqui foi o único lugar onde uma gramínea bem rara ficou preservada”, explicou Parolin. A Estação conta com Centro de Visitantes e laboratório de pesquisas, que inclui um herbário.


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