domingo, 1 de abril de 2018

Antes rejeitadas, as tábuas estão de volta e desbancam o cimento

Antonio José
Da Editoria


Até bem pouco tempo a madeira foi substituída pelos tijolos e concretos, antes com as construções sendo chamadas de “casas de material” e posteriormente de “casas de alvenaria”. Neste tempo de pós-modernidade quem utilizasse tábuas em suas casas ou comércios eram taxados de ultrapassados, pois, quem não acompanha o progresso fica para trás, como o tempo em um tempo de grandes avanços.

Depois que o cimento transformou as cidades em selvas de concreto armado, as tábuas velhas de guerra – e nesse caso parecem velhas mesmo já que não são pintadas – aparecem como objetos de decoração, inclusive revestindo paredes de alvenaria. Dá pra entender? Realmente não dá!


Em Campo Mourão, vimos primeiro esse detalhe em madeira em um restaurante, depois em um supermercado, em uma loja e por último em uma outra loja. Se a ordem que surgiu não foi essa, nos perdoem pela troca, já que memória é assim como o progresso, não perdura para sempre. Atualmente este tipo de “decoração” está em toda parte.

Ficamos preocupados se isso for uma regressão e de repente, tivermos que encostar os carros e tomarmos as rédeas novamente, ou o que é pior, os cabrestos dos cavalos em montarias. Importante deixarmos claro que, em momento algum analisamos a beleza das tábuas esteticamente falando, apenas as tábuas. 


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